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Partículas
mais rápidas que a lucidez
Entrevista com Gudson Alves da Silva
junho de 2003
As
histórias em quadrinhos e um tal de Justiceiro
Foi a revista Marvel. Eu nunca tinha lido esta revista. Falava de um
homem, o nome do homem era O Justiceiro. Ele ia pesquisar o que estava
acontecendo entre o homem e o Menino Perturbado. E esse Menino Perturbado
eu tratei que era eu. E esse Justiceiro eu identifiquei que era eu mesmo,
que ia mudar o mundo. Porque eu sentia no meu coração,
no meu corpo, na minha mente uma acusação muito forte
de todos os erros, os pecados, iniqüidades, tudo o que eu fiz.
Eu sentia que eu estava no meio de uma Tribulação, uma
Brutalidade, uma Acusação
atacando a minha mente. E sempre pro lado técnico, a revista mostrava
querer resolver um problema brutal: A Ansiedade. Eu me identifiquei
com essa revista da seguinte forma: era um doente mental que sofria
com uma perturbação na mente e o Justiceiro, um Homem
Sem Medo. Porque eu nunca tive medo do escuro, o meu problema é Síndrome
de Pânico, é medo de ser perseguido. Mas eu nunca tive
medo do escuro porque eu vivia na rua, andava de madrugada, passava
pelo mato, no meio das macumbas. Aí falava que o Homem Sem Medo
pesquisava o que tava acontecendo entre o homem e o doente mental,
um Menino Perturbado. Aí, no final ele foi preso pelo fato dele
querer resolver o problema de maneira técnica. A brutalidade
dos homens que iriam prender ele era muito grande. Ele era um Menino
Perturbado. Só que somente
pelo meio técnico que ele foi curado. E pela técnica ele
saiu pela porta certa, pela porta estreita e saiu do hospital. Essa é
a história. Mas esse homem, o Justiçeiro da revista Marvel,
ele pesquisou dois tipos de pessoas: o Homem São e o Homem Doente,
que era o garoto. Ele foi pego, devido à doença dele.
Tinha que passar por um pelotão de mercenários, que
eram policiais, eram médicos que ficavam vigiando todos os
atos dele para ver se ele ia fugir. É assim que passa pela
mente do doente mental. No fundo, no fundo dele, ele quer é uma
Liberdade. Existe uma coisa prendendo a mente dele e, ao mesmo tempo,
causando uma divisão
muito grande na mente dele. Mas este Justiceiro, nesta revista, na vida
dele, ele transformou-se no Justiceiro. Aí ele solucionou o
problema do doente mental, do Menino Perturbado e do Homem Sem Medo,
que sofria desta doença também. Porque eram duas personalidades
dentro dele: uma ruim e uma má. E ele queria sair deste problema,
ele queria que alguém ajudasse ele. Por exemplo: Eu estava
perto de uma loja, de um comércio. Eu não sei como,
uma mulher chegou perto de mim e falou assim: ‘Quando eu terminar,
você me chama’.
Parece que a mulher conhecia tudo o que estava acontecendo comigo. E
assim parece que a revista de HQ sabia da minha história todinha.
Parece que aquilo lá foi o final de minha vida. E eu vi na
HQ o início
dos tempos de história humana. O final da história termina
com a doença. Mas o Justiceiro desta revista resolve todos os
problemas. Inventa a Arma X, que é pra curar uma doença,
que é
pra resolver o problema da humanidade. Ele inventa a Arma X que é
uma nave espacial muito mais evoluída que um disco voador. Mas
com o tempo ele consegue ser liberto pelo pelotão de mercenários
porque ele obtém a cura. Na verdade, esse Justiceiro era o doente
mental. O doente mental formou duas personalidades dentro dele. O
Homem São, sem medo, e o Homem do Medo. Só que esse
homem pesquisou e entendeu a diferença entre o homem e o Menino
Perturbado. Então,
na revista de HQ, foi dado o nome de O Justiceiro, o Homem Sem Medo.
Então
é assim que eu resolvo a minha história: ele ia resolver
o problema do mundo a partir do momento que ele descobre a cura pra
doença
do menino, e esse menino era ele. Nessa revista de HQ, o desenhista fala
que a humanidade sempre foi uma pedra no sapato dos Bukous, Moriburgues,
Petrovics, nome de diversas galáxias de ETs. São oito
galáxias.
Aí fala pelo Conselho Intergalático: "A Terra se tornou
a maior prisão para os mais perigosos criminais espaciais".
Com certeza O Justiceiro ia ser o super-herói da revista. Que
Era: inventar a arma. Na minha mente quando eu estava são,
antes de sofrer a doença, eu pensava realmente em inventar
a Arma X, a partir de uma substância que tem dentro do Microondas,
que gira muito mais rápido que a luz. O disco voador se movimenta
na velocidade da luz, mas, dentro do microondas, existe uma partícula
que é
muito mais rápida do que a luz. E eu pensava em inventar uma arma
muito mais rápida do que o disco voador, que é uma Esfera.
O disco é o disco achatado, uma bola achatada. Mas essa arma é
uma Esfera que gira muito mais rápida que o disco voador que é
a luz. Então, quando eu vi na revista falando assim: "A Arma
X". Eu identifiquei com a revista. Parece a revista falando comigo
porque tudo que eu tinha em mente estava na revista. Aí, depois
que eu adoeci, eu nunca mais tive a oportunidade de encontrar essa
revista. Aí eu fui trabalhando a minha história e minha
vida em cima dessa revista, mas com o tempo isso foi apagando de minha
mente. Hoje minha mente está boa. Meu tratamento já está estável.
Hoje eu tomo terapia operacional. Com certeza, quando eu melhorar
a minha vida, se melhorar de saúde mesmo, eu vou estudar psiquiatria
e vou realmente pesquisar o meu passado. Eu vou buscar uma hipnotização
por um psiquiatra para regredir o meu passado. Eu vou estudar o que
me levou a ter essa doença mental. E, sendo assim, eu encontro
uma cura para a doença. Não que eu queira ser um herói
como a revista em quadrinhos. Eu prefiro descobrir que mistério
leva a adoecer a mente, o que leva a uma Força Estranha acusando
todos os meus problemas. Eu tenho certeza que o que causou a minha
doença
foi um erro de estar na rua, de não sair da rua, da mendicância
e de ser um morador de rua. Mas descobri mais a fundo só depois
que melhorou a minha saúde mental mesmo.
O desenho e o papel, palpável
Instruído pelos profissionais que sabem desenhar, eu poderia realmente
ter uma inspiração para aprender a desenhar e valorizar
o desenho. A partir daí, eu podia colocar tudo no papel, todo invento,
todo projeto, de arquitetura, engenheiro, caricaturista, desenho industrial,
desenho mecânico, qualquer projeto que daria para mim uma prosperidade.
Eu poderia vender, comercializar. Poderia colocar no papel sem precisar
pagar um profissional. E assim, se eu crescesse, em cima do desenho, com
certeza ia criar mais Centros de Convivência, pelo lucro que eu
iria ter. Eu ia ajudar melhor os doentes mentais, ia mostrar para a sociedade
que o doente tem recuperação, que ele tem melhora, que ele
pode crescer. A partir do momento que ele tá numa terapia, pelo
desenho, pela pintura, ele ali tá trabalhando a memória.
Assim ele pode melhorar a saúde mental, e a gente pode se mostrar
para a sociedade que o doente é capaz, que ele pode mudar a saúde
mental do nosso país. Existe um curso de memorização
da Personal que passava na TV Bandeirantes, que ensinava a memorizar a
imagem. A gente que é doente mental, afeta muito a memória.
Trabalhando o desenho, a pintura, a gente pode memorizar a imagem. assim,
se a gente trabalha com a pintura, com desenho, pode formar arquitetura,
que é o desenho de casa; desenho industrial, que é desenho
de motor de carro, desenhos de veículos; e caricaturista, que é
desenhista de pintor - pinta rosto, pinta corpo, pinta revista... pra
comercializar. Eu tenho certeza que isso afeta muito a mente de um doente
mental, como nós. Mas o que eu creio mesmo é que, através
da pintura, do desenho, a gente não pode fazer só caricatura
de pessoas, fazer quadrinhos, usando o desenho, mas a gente pode ser um
inventor, um arquiteto, inventar novos projetos de prédios, de
casas, de hospitais, inventar novos projetos de motores de carro, indústria,
inventar novos projetos de desenho, novos desenhos. Porque, vindo de um
doente mental, que era portador de sofrimento, pode haver uma
mudança muito grande através do desenho. Um desenho perfeito,
por exemplo. A gente vai aprendendo com o tempo, instruído pelos
profissionais, a gente pode criar até mesmo novos medicamentos.
Se o portador de sofrimento mental põe no papel um novo medicamento
ou uma nova subs-tância, ele pode usar o desenho para aprender a
conhecer o corpo humano por dentro da mente. Ele podia estudar psiquiatria
e podia aprender muito rápido a memorizar os órgãos,
os nervos, tudo o que se passa na mente do portador de sofrimento, ele
podia pôr no desenho. E pôr nome, porque, numa universidade,
a pessoa nomeia o órgão, a substância, o sangue, o
nervo, todas aquelas partes que constituem a mente. Bem, é claro
que o nosso tratamento é, de certa forma, único, em relação
à diversidade que há no mundo, em relação
aos países que há no mundo. Mas, a partir de um profissional
que ensina um doente mental a memorizar o desenho, a guardar na mente
toda a imagem que ele precisa pôr em prática, pôr no
papel, aí ele pode ser lembrado por outros profissionais da área
médica, da área de saúde mental. Muitos doentes mentais
estão levando muitas décadas para obter a cura, mas com
certeza o aperfeiçoamento da mente do doente mental que trabalha
terapia, com desenho, com a pintura, com certeza ajudaria muito na manipulação
de novos medicamentos pelo desenho: criação de novas substâncias,
o estudo do corpo humano por dentro, o estudo da mente humana. Eu acho
que o doente mental tinha que conhecer o problema dele. Muitos doentes
mentais não conhecem o problema deles. Eu acredito que, pelo desenho,
a gente pode aprender a conhecer o que se passa na nossa mente. Muitos
desenhistas colocam mais o desenho na revista, na caricatura, no desenho
de motor, mas o desenhista podia, eu acho, acrescentar mais uma profissão
na vida dele, que é o de fabricar. A partir de um estudo, ele inventa
o projeto, põe no papel, a partir da mente dele, do que é
extraído da cabeça dele. Mas ele pode muito bem se transformar
no fabricante daquele objeto, pode ser um líder nessa área
de pôr uma coisa em prática. Existe muita solução
para nossos problemas através de um invento vindo de um desenhista
profissional. Mas eles não estão em prática. Por
quê? Por falta de dinheiro. Mas, com certeza, os desenhistas não
podem ficar só na pintura, de pintar rosto, até porque hoje
tem a fotografia. De ficar só na revista, de fazer arquiteto. A
pessoa que pinta um desenho pinta qualquer outro tipo de dese-nho. Existem
três tipo de desenhos: arquitetura, que é a pintura de casa
e móveis, caricatura, que é a pintura de animais, de pessoas
e de formas humanas, e o dese-nho industrial, que é o desenho de
motores de carros, de objetos industriais.
A perfeição dos objetos
Desde alguns anos para trás, antes de eu entrar para a terapia
ocupacional, antes de eu adoecer, com doença mental, sofrer amnésia,
eu gostaria muito de inventar panelas perfeitas, que poderiam cozinhar,
fritar, assar. Inventar novos carros, novas motos, mas que sejam perfeitos,
que não precise mudar nada neles. Eu pensava em pesquisar a diversidade
de objetos que existem na cidade, no mundo, que inventaram. Mas eu pensava
também de inventar um objeto único, de forma perfeita, que
não precise mais ser moldado, tocado. Um tipo de carro, um tipo
de moto, um tipo de panela, um tipo de medicamento para curar uma determinada
doença, um tipo de sapato. Mas para isso tem que pôr no papel
porque eu não gostaria de pagar um profissional para fazer isso
para mim. Eu creio que, se dependesse de mim, se eu aprendesse a desenhar,
com certeza eu ia querer fazer parte na mudança do mundo do desenho.
Não que eu queria ser um rei, um profissional, o maior desenhista
do mundo, mas eu queria aprender muito a desenhar, pintar, valorizar muito
o desenho, porque eu poderia colocar tudo o que passa na minha mente no
papel. Eu preferia usar a minha versatilidade, a diversidade de capacidade
que a gente tem na mente. Muitas pessoas têm uma única profissão,
mas até que eu gostaria de ter várias profissões.
Se eu aprendesse a desenhar, eu colocaria todos os meus inventos, tudo
que eu queria inventar eu poderia pôr no papel. Ou a gente poderia
criar um objeto que nunca existiu no mercado, ou poderia aperfeiçoar
o objeto que já tá no mercado há muito tempo porque,
com o avanço da tecnologia, passando o tempo, os produtos vão
unificando, vai ficando um único produto. E a diversidade vai acabando
porque os produtos vão se aperfeiçoando, né? E assim
vai exisitr um único produto no final dos milênios, das décadas,
dos séculos, até obter um único produto perfeito.
Vai chegar um dia que vão inventar, por exemplo, um tipo de moto,
um tipo de carro, um tipo de panela, e assim a gente vai crescendo o avanço
tecnológico. Para inventar o objeto perfeito, a gente tem que pesquisar
a diversidade, desde a história de quem inventou o objeto, até
a última variação dele, a última novidade
do mesmo objeto. Um exemplo: existem vários modelos de carro, mas
vai chegar um tempo que vai existir um único tipo de carro que
todos os países vão comercializar. Pode ser caro, mas na
medida que ele vai sendo muito consumido, o preço dele vai barateando.
Remédio, eletrochoque e tratamento
A partir do momento que a terapia vai melhorando a nossa mente, eu acho
que tinha que ter um apoio maior da sociedade. Já que a sociedade
não quer nos ajudar, nem os prefeitos. Mas tinha que ter um apoio,
um impulsionamento, por parte dos profissionais que nos instruem, que
tratam de doentes mentais. Nos ajudar a evoluir melhor nas terapias para
que a gente obtivesse a cura mais rápido, que desse o exemplo para
a sociedade que nós doentes podemos ser profissionais, trabalhar,
sustentar uma família, mudar alguma coisa na sociedade. O CERSAM
é muito técnico. O paciente se trata em casa e no hospital.
Ele não é tratado com aquela brutalidade. Porque existem
dois tipos de tratamento: o tratamento técnico e o brutal. Mas
atualmente esse movimento mantimanicomial, os novos medicamentos, o tratamento
que a prefeitura vai evolutivamente dando pros doentes mentais, vem dando
uma qualidade de vida melhor pro doente e o doente vai sarando mais rápido,
vai obtendo a cura mais rápido. Os manicômios são
muitos, mas precisam ser mudados. O tratamento do doente mental tem que
chegar à altura de um tratamento do doente do corpo, do organismo.
Por exemplo: coração, pulmão, fígado, intestino,
essas doenças que não são mentais. O remédio
tem que ser dosado e tem que saber a dosagem variada dele. Muitos doentes
mentais estão sendo tratados por pisquiatras, que são como
os médicos que fazem cirurgia. Falsos médicos, que, de certa
forma, discriminam no seu interior o doente mental, porque o doente mental
não consegue falar como o doente que tem doença no corpo.
Tem muito profissional que não tá sabendo dosar o remédio,
que nunca tira o remédio. O que tá movimentando isso é
o dinheiro porque, por trás disso, ele aplica remédio que
nunca cura o doente e a família do doente vai mandando dinheiro
pro profissional. Existe uma corrupção por trás disso,
uma falta de coerência. Mas o novo tratamento, o tratamento mais
tecnológico, voltado para a técnica, é um tratamento
gratuito, livre, sem burocracia, para todos, e com profissionais que realmente
estão interessados em tratar o doente
mental.
A princípio, tem o tratamento do eletrochoque, a amarração
e a dosagem excessiva de remédios. Eu sofri uma crise muito grande
num hospital lá em São Paulo. Não sei porque que
eu apaguei, se foi injeção que aplicaram em mim ou se foi
por ausa do eletrochoque. Aquelas pessoas que realmente são muito
agitadas, o choque derruba mais rápido. O tratamento com injeção
eles não confiam, eles acham que vai só sedar o doente.
Mas existe a chamada injeção "sossega leão",
que apaga o doente de uma vez, quando ela é aplicada no corpo do
doente. Mas o tratamento a choque é geralmente mais rápido
para apagar o doente. Com certeza isso é uma forma de discriminar
o doente, porque nem mesmo psiquiatra gostaria desse tratamento, se for
com eles. Mas o tratamento de eletrochoque tá perdendo espaço
para a seringa, para a injeção, para o chamado "sossega
leão", essa injeção que apaga o indivíduo.
Quando não existe o tratamento de eletrochoque nem a injeção
do chamado "sossega leão", eles sedam o doente todinho,
o doente fica enfraquecido, dorme muito. Porque os psiquiatras desconhecem
que o problema é a ansiedade e não o corpo do doente que
tá prejudicando ele. Mas a ansiedade do doente tem que ser tratada
por comprimidos, por remédios, com dosagens equilibradas, e não
com injeção que apaga, seda e deixa o doente muito fraco,
que deixa o doente com a coluna envergada, que deixa o doente cabisbaixo.
Existem tratamentos mais adequados, com dosagens mais equilibradas, injeções
mais equilibradas, aplicadas por um profissional mesmo. O doente mental
não pode ser tratado com brutalidade. Eu passei por isso mas existe
tratamento mais adequado para o doente mental que está ansioso,
que está muito agitado.
O que passou dentro de mim foram três coisas: técnica, brutalidade
e ansiedade. Os filmes e os desenhos que eu via mostravam um problema
todo resolvido pelo lado brutal e pelo lado técnico. O lado técnico
era perseguido pelo lado brutal, mas a solução do problema
sempre aparecia com a técnica. A própria técnica
sempre resolve, sempre combate a força brutal. Mas o que se passa
dentro do doente mental mesmo, é a tribulação. No
final, ela só é resolvida por um tratamento mais tecnológico
e pela solidariedade da sociedade. Mas o que se passa dentro da mente
de um doente mental realmente é uma tribulação muito
forte aliada à brutalidade do tratamento, que é para destruir
o organismo do doente e que nunca causa melhora, causa é domínio
do doente. A minha recuperação veio pela terapia mesmo e
pela dosagem de medicamentos equilibrada. O medicamento equilibrado e
a terapia ocupacional trazem uma evolução pro doente mental.
Agora, com o tratamento brutal, aliado à tribulação
excessiva que ele tem dentro do corpo, demora dele ser curado. Ele só
é curado quando alguém da sociedade muda a forma do tratamento
para ele.
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